materializaste-te num sonho teu
fora do corpo, o vagabundo
chama-te doente e irmão de prometeu
atlas, portador do teu mundo.
não conhece o teu mal
nem o teu bem,
nem ninguém que conheça alguém
que saiba o fruto da tua fome,
do deserto d'onde vens,
pobre esquizóide.
mas fizeste de ti mesmo soturno
algo assombroso, filho do fogo
já puseste os pés nos anéis de saturno
e o vadio chamou-te louco.
não sabe quem te fez mal
nem sabe se és alguém
mas tu és rei filho de nenhuma mãe,
que a única que sabe o que te consome
que é feito das ilusões que tens,
pobre esquizóide.
mas és descendente de outros tempos
e dono de sítios que são o teu legado
que são feitos de momentos
em que te tens mantido sozinho e fechado.
e é esse o teu mal
enterrado à espera que te salvem
mas quem deixa um epitáfio para trás,
para quem te dizia apenas "some"
sabemos que ninguém te salvará,
pobre esquizóide.
Mantém o vocabulário transcendente! Dá alma e magnificência ao poema!
ResponderEliminarComo assim vocabulário transcendente?
ResponderEliminar