realidades passageiras, passos esquecidos
sonhos de vida e mágoa
arrastados, como eu perdidos,
com fado incerto e choro na alma.
tudo passado, sem acabar,
dor que perdura p'los cantos do meu lamento
que é redondo, pintada pelo meu choramingar
em tons de sépia, branco e cinzento,
como um quadro já gasto e esbatido
que já não se vê o que é nem o que sinto.
mas cá viajo e caminho.
por estradas que eu fiz com as mãos
abandonado e sozinho
para chegar a sítios seguros e sãos.
feitos por mim e erguidos por nós
tão juntos agora no escuro
sem sabermos que estamos na foz
da nossa vida, a desaguarmos para o mundo.
sem nada em nós que nos faça flutuar.
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