a suástica presa na tua mente
vida plástica acesa, arde indiferente
criaste a vida, do teu próprio suor,
do ódio levanta-se a tua dor.
rios de lágrimas, tomam o dia
filhos de quem não se queria
erguem monólitos de negra cor
no topo triunfa toda a tua dor.
viveste um manifesto, contra o teu igual.
rogas pragas a deus, a chamar o final
com o teu sofrimento, o teu amor,
com a tua companhia, a tua dor.
o teu testamento, escrito na tua pele
o teu juramento, ecoou pelo céu
"da morte para a vida, da água para o vapor"
da tua sorte tão querida, restou apenas dor.
ainda te lembras quando os portões da tua alma permaneciam inertes?
agora derrubados, foges pisado e destroçado, a aguardar que algo em ti desperte.
acorda a besta, culpaste-nos pela tua ira, suja de putrefacção.
já não é nesta, nem será noutra vida que tiras a outro homem os tempos que virão.
debaixo do chão,
sem ascensão,
não odeias mais, como eu odeio.
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