o sangue que não derramei,
continua nas minhas veias e artérias...
adormecido,
exausto,
dormente.
a aguardar o momento em que se vê livre de mim
e da minha dor, que só é dor de quem não sabe o que sente.
as lágrimas que não derramei,
continuam nos meus olhos e sonhos....
gastas,
evaporadas,
secas.
a esperar outras dores que as libertem
sem saber que nem eu vou saber quando as sinto.
os passos que não dei,
mantêm-me longe de tudo e de todos...
não porque não pude,
não porque não os soube dar,
apenas por os ter seguido o caminho errado.
em vez de caminhar para o que queria caminhei para o conforto,
que apesar de ser algo que sempre quis
sempre o tive.
em vez de caminhar para o que seria fiquei aqui quedo e morto,
que foi algo que sempre temi
e sempre me perseguiu.
caminhei para o que já tinha, abandonei o meu respeito todo.
nunca assim me vi,
nunca mais me quero ver.
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