fujo de quem me teve preso.
limpo o sangue aos lençóis que me cobriam
e as lágrimas à camisa rasgada que tenho vestida.
sou indefeso, porque sempre vivi nos olhos de outros
e saí das masmorras para um mundo
onde são todos cegos.
o meu sonho continua aceso
e é a minha luz de presença no escuro
onde continuo com o peso do que sei aos ombros
e olho os que nada sabem com asco
por quererem ser puros
sem saírem dos escombros
nem verem luz que seja.
oh, príncipes do eterno,
só o vosso pensamento é mais breve que a vossa mente.
quem me dera que esta chuva vos lavasse a pureza que não têm,
e vos levasse, para uma terra onde seriam lordes das moscas
e reis dos vossos próprios nojos.
mas não, são sempre os correctos, os perfeitos,
os benditos da razão e os desertores da ignorância,
que percebem tanto da vida
que não sabem que depois da morte apenas há pó.
nada de éter,
nada de castigo,
nada de ilusões,
apenas pó.
está mesmo muito bom!
ResponderEliminare ler o poema e ouvir a música é óptimo, encaixam mesmo bem!