quinta-feira, 22 de setembro de 2011

poema de amor (está fraco)

não és nada mais que mel (ou pelo menos eras)
que me adoça os sonhos noite após noite
a tornar tolerável o escuro, vez após vez.
no entanto não passas de fel (e digo fel p'la beleza literária, se não chamar-te-ia de merda)
que me perpetua a realidade
até mais mais não
a nós os três.

eu, tu e o meu outro eu (que não passa de notas de autor entre parênteses)
que fala por entre o que eu digo
(como se fosse besta racional)
(como se soubesse o que dizia)
(como se soubesse que era eu quem manda no outro eu)

e acho que começo a gostar de ti mais do que era suposto
dos teus olhos
da tua boca
(da imagem que eu tenho de ti)
dos teus (mas mais dos meus) sonhos
(porque nunca soube dos teus sonhos)
(do que a minha mente fez com que tu parecesses)
e dou-te um poema de amor porque te acho perfeita em tudo.
                      (porque te acho perfeita em tudo o que fiz de ti)
                                                                    (isso, e nada mais.)











não dedicado a ninguém em especial, um desabafo apenas.
                                                                               (digo eu.)

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