sobre as asas do albatroz.
caiu forte no chão:
ergue-se o dragão no meio do panteão.
"que criatura é esta?
levanta garras e sopra fogo,
quer tirar o pouco que nos resta, certamente."
"matemo-la logo!"
"silêncio que ela nos vê!
não sabemos do que é capaz,
nem sequer se lê - que besta ignorante que será."
"nem sei porque a deixamos viver. aliás, sempre que respira queima-nos as cortinas!
só despesas qu'esta besta nos vai trazer."
"queixas e queixas e demais queixas!
é o que dá vir de família fina,
tens convidados e logo os deixas sair!"
"se eu algum dia convidava um monstro sem disciplina!?
"se eu algum dia convidava um monstro sem disciplina!?
aparece sem avisar ninguém e sem bater à porta
e logo me queima a tapeçaria!"
"a besta aqui és tu! és rico mas compraste as maneiras tortas,
no mínimo davas-lhe um chá, parece abalado, veio de grande travessia!"
"vou espetar-lhe uma espada!"
"nem cortar queijo sabes, tens quem corte por ti!"
"para além de estares contra mim és presença mal-criada!"
"pois que de más maneiras percebes tu por mim."
"nem cortar queijo sabes, tens quem corte por ti!"
"para além de estares contra mim és presença mal-criada!"
"pois que de más maneiras percebes tu por mim."
"olha o monstro a fugir!"
"deixa ir, já não é empecilho!"
"muito burocracia, é sempre assim!"
"já seguiu o seu trilho."
"deixa ir, já não é empecilho!"
"muito burocracia, é sempre assim!"
"já seguiu o seu trilho."
"fiquemos e apreciemos a vida sem mais preocupações."
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