perdoa-me ausências.
perdoa-me grandes faltas,
humilhações e noitadas,
meios do dia em vão.
perdoa-me desculpas esfarrapadas...
e por muita admiração que te dedique,
há sempre a ilusão a dar lugar à desilusão,
por isso te dedico o meu perdão,
cuidadosamente embrulhado em confiança machucada.
e dou-te todo o meu amor,
a ti, um culminar de tudo o que eu amo e amarei,
de tão singela natureza.
como todas as partículas do universo presas num copo de água,
tudo de bom no mundo enclausurado num corpo,
harmonioso e simétrico.
e eu sei que não sou rapaz de magistrais afectos
e não sei bem o que é suposto fazer,
por isso escrevo isto para ti.
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